Consertar acelerador gigante de partículas custará até US$ 35 milhões

O conserto do LHC (Grande Colisor de Hádrons, na sigla em inglês), o gigantesco acelerador de partículas construído sob a fronteira entre a Suíça e a França, custará entre US$ 26 milhões e US$ 35 milhões, anunciou neste domingo o novo diretor geral da CERN (Organização Europeia de Pesquisa Nuclear), Rolf-Dieter Heuer.
Em entrevista publicada neste domingo no jornal "Sonntag", Heuer afirmou que o conserto do LHC será coordenado por especialistas não ligados à CERN.
"Quero ter certeza de que tudo funciona", disse Heuer, que no dia 1º de janeiro substituiu o francês Robert Aymar. "Por isso, permitirei que uma equipe externa realize um controle adicional" do acelerador de partículas, explicou.
O físico alemão disse ter total confiança nos técnicos da CERN, mas ponderou que "quando você trabalha com uma coisa há muito tempo, corre o risco de não enxergar os defeitos."
A construção do LHC foi fruto de 12 anos do trabalho de 7.000 físicos, com um investimento total de 3,76 bilhões de euros (quase US$ 4,9 bilhões).
A máquina, que permitirá o avanço da pesquisa sobre as origens do universo a partir da colisão de prótons à velocidade da luz, foi inaugurada no dia 10 de setembro do ano passado, mas teve seu funcionamento interrompido nove dias depois devido a um defeito em um dos supercondutores encarregados de guiar as partículas ao longo dos 27 quilômetros do acelerador, construído a 100 metros de profundidade sob o solo.
Uma vez consertado, o LHC retomará suas atividades progressivamente, e não deve funcionar com 100% da capacidade antes de 2010.

Fonte: Folha de São Paulo
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